Crônica da Verdadeira Sara Winter

O dia 11/06 é o aniversário do meu melhor companheiro de todas as horas. Daquele que faz questão de me acordar com uma lambida às 7h da manhã e que à noite, já se aninha na minha cama ocupando metade dela 😂. (É, dormir com um labrador de porte médio é tenso)

Você chegou em um momento tão difícil e conturbado, que eu nem podia imaginar que aquele filhotinho caramelo ia transformar a minha vida.
E hoje, Mopi, você está aqui completando seus 11 anos. ❤️🎉

E devo dizer, quantas coisas passamos em 11 anos, né? Preciso admitir que nos primeiros anos foram muitos cabos de internet comidos, meias faltando pares, chinelos destruídos e o próprio furacão dentro de casa, correndo pra lá e pra cá.

Mas além da bagunça, teve muuuito amor envolvido nesse tempo todo. Quem diria que um labrador geminiano – que eu particularmente acho que se encaixaria mais como leonino –  e extremamente ciumento ia me ensinar tanto.

Desde pequeno você nunca fez mal à uma mosca. Nunca me mordeu ou machucou as pessoas por querer. Pelo contrário, sempre andou com esse seu jeitinho carinhoso, tentando entender e ajudar todos (pessoas e animais). Sempre se preocupou com as nossas cachorras, com os gatos e, até mesmo com as galinhas.
Isso me admira em você e me inspira a ser uma pessoa melhor a cada dia ❤️

Eu ficaria horas aqui escrevendo todas as peripécias que você já aprontou: as fugas e passeios por Bananal; os portões que não importa a altura ou a trava você sempre conseguia abrir; o dia que você comeu o lanche que eu tinha preparado em cima da mesa; quando deixei um chuchu no quintal e na hora que voltei ele tinha sumido (ainda não processei que conseguiu comer ele inteiro, Mopi 😂). Também preciso contar as coisas fofas que você faz e que derretem meu coração todinho: por exemplo, quando eu chego do mercado com as sacolas e você já vem correndo pegar alguma, me ajudando a carregar; quando eu sinto uma pata pesada sobre meu colo pedindo por mais carinho – e comida também 😂; quando você se aninha ao Naru (meu gato) pra esquentar ele à noite; quando você quer ir passear e já busca todo feliz a guia se direcionando pro portão.

Se pequenininho você já era meu bebê, agora na velhice nem se fala, né? Se deixar fico te pajeando o dia todo. Fora que virou minha sombra que me acompanha pra tudo, desde o período da manhã até à noite. A única diferença é que agora você fica do meu lado dormindo e roncando 😂 (e gemendo também, quando incomodam seu sono sagrado).

Você sempre foi um cachorro extrovertido, brincalhão e cheio de vitalidade. Agora com a pandemia, sua velhice chegou dando as caras por aqui de fato, né? Sua disposição aos pouquinhos foi ficando mais lenta e de repente exercícios passaram a te dar mais falta de ar. Fora a descoberta dessa semana: você já não me ouve mais. Mas mesmo assim, espero poder participar de mais muitos anos de sua velhice e recebendo lambidas suas ao acordar 🥰.

Sei que não pode ler essa homenagem (mas acredito que o mar de chamegos que recebeu hoje passou o recado!), que reflete a minha admiração e orgulho do cachorro incrível, extraordinário e companheiro que é.

Obrigada por me ensinar esses anos todos o verdadeiro significado do amor e por me mostrar a luz nos momentos mais difíceis, nem que pra isso, seja necessário a sua cabeça apoiada no meu colo, me dizendo que está ali. E que vai ficar tudo bem.

Que venham muitos e muitos mais anos meu velhinho 💙💙💙🐾