O Programa Falou e Disse recebe Seny Giannini.
Seny é Socióloga, Pedagoga e graduada em Teologia. Ela atua ativamente na área de projetos sociais e ambientais. Sua formação acadêmica tem o viés da interdisciplinaridade com trajetória na Educação, Sociologia e Teologia e com forte ênfase na defesa dos direitos humanos e na formação ética. Compartilha com ÂNGELO IGNÁCIO um programa no YouTube chamado “ENTRA NA FREQUÊNCIA “. É uma das principais vozes ligadas à Pastoral da ECOLOGIA INTEGRAL. O que vem a ser uma Pastoral? É um movimento fortemente ligado a uma vertente da Igreja Católica, norteada pela encíclica Laudato Si de 2015 do Papa Francisco e que foca no “cuidado com a casa comum” e integra a crise ambiental à crise social. Seus objetivos são: conscientizar não só seus fiéis como a sociedade em geral sobre o que vem a ser espiritualidade ecológica, conversão ambiental e consumo consciente, atuando de forma integrada com a Cáritas e paróquias locais. A partir da Encíclica já mencionada ela conecta a teoria teológica às atitudes práticas do dia a dia, estruturando os termos da seguinte forma: A vida faz parte de sistemas que se interconectam. E nós mortais não podemos achar que espiritualidade esteja apenas relacionada a um ser supremo que nos comanda ao qual chamamos Deus. Por isso vamos nos inspirar nas tradições religiosas e filosóficas dos povos originários como os indígenas e os povos afros. Eles vivem numa dimensão muito mais coerente e unificada e, por isso propõem uma conexão sagrada com a Mãe Terra ou a Mãe Natureza. Suas práticas de vida nos revelam tudo isso como o “jejum do consumo”, “peregrinações ecológicas”, “rituais de gratidão” à natureza, como bem viver indígena e reforça a ideia de que a crise ecológica é também ética e espiritual. Portanto o princípio é a conexão sagrada com a Terra. Nossa vida espiritual deve estar voltada para a natureza, olhando-a de fato como algo sagrado. Por isso eles propõem uma nova forma de pensar, sentir e viver com harmonia e, dentro de um espírito libertário. Para concretizar suas ideias propõem uma justiça à terra e a tudo que se relaciona com o seu entorno seja o ar, o mar, os rios e oceanos. A natureza deve deixar de ser apenas recursos explorados, apropriados sem critérios e muitas vezes com violência e, ser transformado em fonte de vida e do bem viver sempre preservada e muito bem cuidada.
Niterói, 26 de junho de 2026.
Helena Reis
