O Programa Falou e Disse recebe Cecília Coimbra.
Quem é Cecília Coimbra?
Cecília Coimbra é uma das mais importantes pesquisadoras e ativistas brasileiras no campo da Psicologia e dos Direitos Humanos. Formada em História e Psicologia, ela é uma professora aposentada da Universidade Federal Fluminense (UFF) e tem uma trajetória de destaque no estudo e na denúncia dos abusos cometidos durante o período da ditadura militar (1964-1985). Sua atuação é marcada pela conexão entre a Psicologia e os direitos das pessoas atingidas pela repressão, especialmente no que diz respeito à análise do papel da Psicologia durante a ditadura.
Cecília foi uma das fundadoras do grupo Tortura Nunca Mais/RJ, que tem como principal objetivo promover a memória histórica do regime militar e buscar justiça para os familiares dos mortos, desaparecidos e torturados durante aquele período. Além de seu trabalho no grupo, ela desempenhou um papel fundamental na denúncia de torturadores durante as Comissões da Verdade, exigindo justiça pelos crimes cometidos. Como atingida, Cecília não apenas contribui para a preservação da memória histórica, mas também na reparação da verdade, denunciando mais de 10 torturadores.
O Centro Acadêmico de Psicologia de Rio das Ostras escolheu homenagear o nome de Cecília por reconhecer o valor da memória e da justiça, além da relevância de continuar a luta pelos Direitos Humanos e pela preservação das lições históricas da ditadura, “Lembrar para Não Esquecer”. A contribuição de Cecília Coimbra é fundamental para que a sociedade brasileira jamais se esqueça dos horrores daquele período e para que a busca pela verdade e pela justiça continue a ser uma prioridade. Ao prestar-lhe homenagem, celebramos o trabalho incansável de uma mulher que dedicou sua vida à luta pela dignidade humana.
“A tortura não quer ‘fazer’ falar, ela pretende calar e é justamente essa a terrível situação: através da dor, da humilhação e da degradação tentam transformar-nos em coisa, em objeto. Resistir a isso é um enorme e gigantesco esforço para não perdermos a lucidez, para não permitir que o torturador penetre em nossa alma, em nosso espírito, em nossa inteligência”.
