O Programa Falou e Disse recebe Roberto Amaral.
Roberto Átila Amaral Vieira mais conhecido como Roberto Amaral, é um renomado jornalista, cientista político, professor universitário e político brasileiro. Nascido em Fortaleza, Ceará, Graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais (Direito) pela Universidade Federal do Ceará (UFC) em 1964 e, logo em seguida 1965 concluiu o bacharelado em Filosofia pela Faculdade Católica de Filosofia do Ceará. Transferindo-se para o Rio de Janeiro a partir de 1970 concluiu uma sólida carreira acadêmica como professor adjunto da PUC Rio e de duas outras Instituições Faculdades Hélio Alonso (FACHA) e também da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Ganha projeção e prestígio nacional ao atuar entre 2003 e 2004 como primeiro-ministro de Ciência e Tecnologia no Governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Logo no início de sua gestão, gerou forte repercussão internacional e interna ao declarar, em entrevista à BBC Brasil, que o Brasil não deveria abrir mão de dominar qualquer forma de conhecimento científico, inclusive o da tecnologia para o desenvolvimento de uma bomba atômica, embora ressaltasse o compromisso pacífico do país, esse fato ficou conhecido como a “polêmica da Bomba Atômica”. Por essas e outras há uma base consistente para apresentá-lo como defensor intransigente da soberania nacional sem que isso signifique soluções de agressão militar e sim a capacidade real de decidir o próprio destino. Por isso afirma que não basta a independência formal, o país necessita também de um projeto nacional e de condições para escolher seus rumos sem ficar subordinado às grandes potências. Essa preocupação está bem destacada em seu livro “Ciência, tecnologia e soberania nacional publicado pelo Senado em 2011. Recentemente publicou em artigo que a defesa nacional precisa de meios próprios, que a soberania requer forças armadas com autonomia tecnológica. Indústria de defesa e capacidade de defender o território, os recursos e a população. Também reafirmou que a soberania sem ação organizada do povo corre o risco de ficar apenas no discurso. Ele critica a subordinação à potências estrangeiras e questiona o imperialismo e o alinhamento automático aos interesses dos EUA. defendendo que o Brasil tenha margem própria de decisão nas relações internacionais.
Niterói, 03 de outubro de 2026.
Helena Reis
