O Programa Falou e Disse recebe Leon Ayres e Fernando Moura Luz.
ESTA ELEIÇÃO NÃO É ENTRE LULA E BOLSONARO
Leon Ayres
Esta não é uma disputa entre Lula e Bolsonaro.
Esta é uma disputa entre honestos contra desonestos.
Não é uma luta entre a direita e a esquerda.
Muito menos uma luta entre o bem e o mal.
Não caia nesta armadilha, uma discussão comum dos enredos das novelas.
Estamos diante de um cenário geopolítico que está determinando os destinos do Brasil e de vários outros países. O mundo vive hoje uma polarização entre dois grandes conceitos econômicos e comerciais: o multilateralismo e o neocolonialismo.
Os Estados Unidos e a União Europeia, que fomentaram muito a globalização econômica e comercial, foram vítimas da sua própria proposta. Os EUA, sendo uma economia muito rica, passou a importar mais do que produzir. E há algumas décadas estão passando por um processo severo de desindustrialização. Por isso o economista Stephen Miron propôs ao atual governo norte-americano uma política, arriscada segundo ele mesmo, de uma disputa tarifária. Os EUA vivem uma situação incomum: é a primeira vez que uma geração piorou diante das anteriores. Por isso têm pressa e são capazes de utilizar todos os recursos (econômicos e militares) para deter esta hemorragia.
Em contrapartida os países do oriente vêm suas economias crescerem, produzindo atualmente quase metade do PIB mundial. Os países do oriente crescem e os EUA tomam iniciativas para que isto seja contido. A União Europeia está em uma das suas maiores crises econômicas, políticas e diplomáticas.
Nestes momentos um dos grandes recursos do EUA é recorrer ao colonialismo, principalmente na América Latina, dado seu poderio econômico e militar. Um poder desproporcional. Como todo império, a política é de se apropriar dos recursos dos mais fracos. Aprendemos isto nos livros sobre a nossa história. É um dado real e verdadeiro para qualquer tipo de análise ideológica.
Voltando ao nosso processo eleitoral, agora mais informados: Estamos diante de um problema que vai precisar da união dos brasileiros. Não é um problema ideológico entre os campos da esquerda e da direita e sim um projeto de preservação nacional. Não temos que ficar do lado de nenhum país (EUA, China, Rússia etc.), pois eles têm economias bem maiores do que o Brasil e estão defendendo seus interesses nacionais. Não se deixe enganar por essa discussão baixo nível que estamos vendo nesta campanha. Pense nos seus filhos, nos seus netos e nas reponsabilidades que são cantadas no nosso hino. Temos que pensar que “um filho teu não foge à luta!”.
Não vote para entregar o Brasil e torná-lo, novamente, aquela república das bananas colonizada pelos conhecidos impérios. Não ajude a passarmos novamente por essa vergonha. A sua bandeira é apenas verde, amarela, azul e branca, escrita Ordem e Progresso, que é uma alusão à frase do filósofo positivista francês Auguste Comte é: “O amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim”. Tenha orgulho e vote como um brasileiro!
Para quem quiser se aprofundar nas teses de Stephen Miron sobre os EUA terem uma disputa tarifária aí vai uma pesquisa google: O economista americano Stephen Miran (frequentemente citado em português como Miron), que atuou como presidente do Conselho de Assessores Econômicos (CEA) no segundo governo de Donald Trump, é o principal arquiteto intelectual da agressiva política de tarifas dos Estados Unidos. Suas teses centrais defendem as disputas tarifárias não como mero protecionismo, mas como uma profunda reestruturação estratégica e fiscal do sistema de comércio global.
Wikipedia +2
As principais teses defendidas por Stephen Miran incluem:
A Teoria da Tarifa Ótima (Estrangeiros pagam a conta): Miran argumenta que, devido ao gigantesco tamanho e poder de mercado da economia dos EUA, os exportadores estrangeiros têm pouca flexibilidade e são forçados a reduzir seus preços e margens de lucro para não perderem o mercado americano. Segundo seus modelos, os parceiros comerciais estrangeiros absorvem cerca de 70% do ônus fiscal das tarifas, invalidando a visão tradicional de que os impostos de importação são pagos puramente pelos consumidores locais. Ele defende que a tarifa ótima para o bem-estar nacional dos EUA situa-se entre 10% e 40%.
Tarifas como Política de Redução de Impostos Internos: Em suas publicações no Wall Street Journal, Miran defende o uso da arrecadação tarifária bilionária para financiar cortes drásticos nos impostos domésticos sobre a renda e o capital. Essa substituição tributária (uma “desvalorização fiscal disfarçada”) aliviaria o peso sobre as empresas que produzem nos EUA, turbinando a competitividade das exportações americanas.
Firstpost +3
Fim do “Carona” nos Bens Públicos Globais: O economista sustenta que os EUA arcam sozinhos com os altos custos de fornecer dois grandes bens públicos ao mundo: o guarda-chuva de segurança militar e a liquidez do dólar como moeda de reserva global. As ameaças tarifárias servem como mecanismo de divisão de custos (burden-sharing), cobrando uma espécie de tributo geopolítico de nações aliadas que queiram continuar usufruindo da proteção e do sistema financeiro americano.
Geopolitical Economy Report
Alavanca para um Novo Acordo Cambial e Comercial: Miran não vê as tarifas como permanentes, mas como ferramentas de pressão bilaterais temporárias. O objetivo final é forçar os parceiros comerciais a sentarem-se à mesa para renegociar tratados macroeconômicos mais amplos — apelidados de “Acordo de Mar-a-Lago” —, espelhando o histórico Acordo de Plaza da era Reagan para enfraquecer o dólar e reequilibrar o déficit comercial americano.
Ausência de Impacto Inflacionário Duradouro: Contra o consenso de economistas ortodoxos, Miran afirma que as tarifas não geram inflação generalizada sustentada. Ele aponta que os ajustes macroeconômicos automáticos, tais como a desvalorização cambial das moedas de países exportadores em relação ao dólar e as estratégias contábeis de subsidiárias nos EUA, anulam o repasse de preços ao consumidor final.
Pesquisa feita em 09/10/2026.
Helena Reis
